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capim

O capim invasor, hoje se apresenta como um grande desafio para manter vivas as mudas já estabilizadas, protegê-las dos incêndios criminosos na estação seca e para aumentar o número de mudas plantadas. O manejo do capim invasor, evitando a morte de mudas pelo sufocamento de suas raízes e pelo fogo, é um obstáculo a ser superado.

Nesse sentido, as atividades de manutenção são realizadas para que as mudas tenham condições de crescer e de se tornarem árvores autossuficientes. Esse processo dura no mínimo 2 anos de constante manutenção, mas entendemos que o ideal é no mínimo 3 anos para que a muda consiga sobreviver sozinha. O trabalho se baseia principalmente no que chamamos de coroamento das mudas. Os voluntários, utilizando ferramentas como enxadas e picaretas, removem as raízes de capim colonião e braquiária e de outras leucenas e ervas daninhas, por exemplo, em um raio de pelo menos 1m em torno da muda plantada. Esse trabalho é feito para que a muda não tenha que competir com o capim pelos nutrientes do solo.

Na época de seca, também fazemos um pedido de capina dos parques junto à FPMZB, antes das atividades programadas para a temporada de manutenções, para que possamos rastelar o capim seco, impedindo que ele sirva de combustível para os incêndios criminoso atingindo as mudas já plantadas.

Nas áreas de plantios, há uma grande diversidade de pássaros, borboletas e uma variedade de insetos que aparecem durante as capinas e já há nativas frutíferas produzindo e alimentando esta fauna local. Em 2024, foi avistado um veado campeiro em uma das áreas, demonstrando que há uma biodiversidade não conhecida e desconsiderada nestas áreas. Assim, não apenas as comunidades locais são beneficiadas pelos resultados das ações do Bora Plantar, mas também toda esta fauna que se encontra “espremida” entre os parques urbanos.

Há 4 parques onde identificamos nascentes de água. Uma delas, no Parque Jardim Vitória, está totalmente coberta por capim invasor, em mais de dois mil metros quadrados da margem e do que seria o olho d’agua, porém sem sinal algum de água.

Por esses motivos, entendemos que o envolvimento das comunidades locais é de extrema importância, porque gera um sentimento de pertencimento na população residente. A comunidade conscientizada atuará efetivamente na proteção, conservação e preservação dessas áreas verdes, passando a enxergá-las como uma extensão do seu lar. O nosso desejo é que essas florestas urbanas possam proporcionar um meio ambiente integrado e uma área de lazer para as famílias que ali vivem.